O
Brasil terá em 2014 a oportunidade de sediar pela segunda vez uma copa do mundo
FIFA, mais conhecida como campeonato
mundial de futebol. A primeira vez que sediou a competição foi em 1950,
deixando porém escapar o título numa final dramática contra a Celeste Olímpica,
como é conhecida a seleção Uruguaia, que venceu de virada por 2 x 1, aos 37
minutos do segundo tempo, quando Alcides Ghiggia, atacante Uruguaio (único
jogador da Celeste, ainda vivo), selou o destino da seleção canarinho,
enterrando o sonho de sagrar-se campeã em casa. Como brasileiro, gostaria de
passar uma borracha nessa história, mas consola-nos o fato de sermos a única seleção
participante em todas as versões do certame e a que mais títulos possui (não se
pode ganhar todas, né?).
Temos
agora, diante de nós uma nova oportunidade de escrevermos uma história
diferente. Creio que muito antes de a bola rolar nos gramados das 12 (doze)
cidades que sediarão os jogos, a Copa já modificou o cenário político da nação.
Curiosamente, uma sucessão de fatores culminaram pelo estabelecimento de um
clima de indignação e consequente protagonismo político fora do comum, no
cidadão.
É que o povo tem acompanhado a urgência dos preparativos para o
evento, que envolve a construção de uma infra-estrutura, incluindo reformas de
estádios de futebol; modernização de Aeroportos; construção de auto-estradas,
etc. Tudo para se garantir o atendimento das demandas do superaquecimento do
turismo, evitando os embaraços da deficiência dos serviços públicos
pré-existentes.
Os meios de comunicação passaram a divulgar o conceito de
"Padrão-FIFA", quando referiam-se às exigências que a Féderation Internationale de Football Association (FIFA) tem feito quanto aos
projetos arquitetônicos dos estádios, que tem exigido o emprego de vultosos
recursos.
O NOVO MARACANÃ
O NOVO MARACANÃ (PARTE INTERNA)
Diante
da incoerência de termos Escolas de Educação básica sem a mínima
estrutura para o seu bom funcionamento; Hospitais Públicos que são verdadeiros
depósitos de gente moribunda, onde o paciente entra com uma doença e sai com
outra, vários setores da comunidade passaram a questionar a flagrante inversão
de prioridades.
Alguns chegam a posicionar-se contra a Copa apontando essas
incoerências como razão que justificariam a impropriedade do emprego de tantos
recursos em um evento onde a maioria dos cidadãos brasileiros sequer terão
condições de participar, em detrimento das deficiências existentes nos serviços
de Saúde; Educação; Transportes, etc que permanecem sem solução.
Em seu site Oficial, a FIFA afirma
ter como missão "construir um futuro melhor", buscando liderar pelo exemplo e direcionar a força do futebol e a influência que possui sobre o esporte e sobre os seus parceiros para produzir mudanças positivas na sociedade e no meio ambiente", daí o conceito do "padrão-FIFA" que considero se constituir no maior legado que a Copa do mundo de 2014 deixará ao povo brasileiro.
Só podemos entender melhor as manifestações públicas que passaram a ser notícia recorrente na imprensa nacional e internacional ao percebermos que o povo assimilou esse legado. Deseja e com razão: escolas padrão-FIFA; hospitais padrão-FIFA; aeroportos e rodoviárias padrão-FIFA, enfim, um Brasil padrão-FIFA.
Só podemos entender melhor as manifestações públicas que passaram a ser notícia recorrente na imprensa nacional e internacional ao percebermos que o povo assimilou esse legado. Deseja e com razão: escolas padrão-FIFA; hospitais padrão-FIFA; aeroportos e rodoviárias padrão-FIFA, enfim, um Brasil padrão-FIFA.
Enquanto
isso, nossos políticos viram o "tiro sair pela culatra", pois quando
fizeram lobbies pela aprovação do Brasil para
sediar a Copa, esperavam tirar proveito das inúmeras obras de infra-estrutura,
que como sabemos, dão ensejo às fraudes em licitações e lucros advindos das
mais diversas formas de corrupção. A julgar pelos números das cifras divulgadas
oficialmente pelo governo federal a farra já começou e está de vento em
popa.
Segundo o R7 Notícias : "...Nas
contas da Consultoria Legislativa do Senado, a Copa 2014 será a mais cara da
história e pode chegar a custar R$ 63 bilhões para os governos. Para comparar,
o governo da África do Sul gastou R$ 14,5 bilhões em infraestrutura e estádios
na Copa 2010." E por essa razão, partidos de oposição pretendem instaurar
a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da COPA, com o objetivo
de investigar os gastos públicos para realizar o torneio.
O interessante é que a
maioria dos políticos parece não se importar com as manifestações.
Alguns chegam a desdenhar de seus objetivos, incrédulos de que produzam
palpáveis resultados. É que, como diz o dito popular:"O costume do
cachimbo, é que faz a boca torta". Acostumados a viverem sem ser
importunados, creem piamente na impunidade de seus atos.
Estão embriagados pelos anos de letargia do povo brasileiro, e como se estivessem embalados por um trecho do nosso hino; estão SONHANDO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO, enquanto nas redes sociais e nas ruas, o povo está a dar-lhes o recado: # OGIGANTEACORDOU e 2014 é ano eleitoral!
Um comentário:
O pior é que como ainda estamos vivendo a política do "Café com Leite", modificada, perco a esperança de ver mudar alguma coisa com a eleição, pelo menos neste ano (2014).
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